Bebo uma xícara mais desse veneno
Debruço-me em meu mundo pequeno
Todo o controle que eu achei que tinha
De mim partiu sem avisos
As curvas que irão se contrapor
Ou não, se não, ainda assim
Insiste em permanecer livre
Esse meu náufrago sentimento
Imerso, lá estava eu
Com um nó no coração
Preso aquele detalhe minimalista
Atado naquela insegurança
Com um olhar fixo
Eu quase engasguei na vontade
Se passará, antes de findar saberei
Meio amargo esse mel
Com gosto de saudade
Nuvens cinza num tom pastel
Carregadas com meu rancor
Porque irá passar
Todo esse pequeno deslize
De um todo irônico
Ofuscando-nos com vigor
9.10.2011
8.25.2011
Mantenha a Calma.
Declaro ao mundo
Que de certo me agrada
Tudo aquilo que for sutil
E só digo por dizer, que o explícito
Me causa repúdio, por razões eloquentes
Que são mais profundas que o próprio repúdio
Fato é que, é enfadonho
O efusivo, que por si só
É desnecessário e dá um nó
Na consciência daqueles que o rejeitam
Talvez por consciência
Da perca brutal de naturalidade
E de essência, por fatalidade
Sinto-me bem, portanto
Por e em tudo aquilo
Que se segue e se desenvolve
Ausente de displicência
Que surge com volúvel iminência
Como um afago sincero
Ou qualquer palavra dita com esmero
Abranda e traz conforto
Com sutilidade, adorável sutilidade.
Que de certo me agrada
Tudo aquilo que for sutil
E só digo por dizer, que o explícito
Me causa repúdio, por razões eloquentes
Que são mais profundas que o próprio repúdio
Fato é que, é enfadonho
O efusivo, que por si só
É desnecessário e dá um nó
Na consciência daqueles que o rejeitam
Talvez por consciência
Da perca brutal de naturalidade
E de essência, por fatalidade
Sinto-me bem, portanto
Por e em tudo aquilo
Que se segue e se desenvolve
Ausente de displicência
Que surge com volúvel iminência
Como um afago sincero
Ou qualquer palavra dita com esmero
Abranda e traz conforto
Com sutilidade, adorável sutilidade.
7.08.2011
Ao contínuo teatro do cotidiano.
Lá fora, essas vidas
São apenas vozes
Vozes que lamentam
Sua ociosa existência
Implicam em minha mente
Que observo, descrente
Dente rangendo no dente
Devo mesmo ser demente
Risos e sorrisos
Em lares frios, corações frios
Uma grande irrelevância
Diante de tanta semelhança
Como que em meio artístico
Uma comédia, ao olho vivo
Tal aquele que enaltece
A mórbida apresentação
Sol que bate, resplandece
Por um instante, quase acredito
O que era riso, agora é grito
É cena, é deboche
Do palhaço, do fantoche
Que envelhece, vive
Ou não vive, mas sorri
Ou grita, ou se exalta.
São apenas vozes
Vozes que lamentam
Sua ociosa existência
Implicam em minha mente
Que observo, descrente
Dente rangendo no dente
Devo mesmo ser demente
Risos e sorrisos
Em lares frios, corações frios
Uma grande irrelevância
Diante de tanta semelhança
Como que em meio artístico
Uma comédia, ao olho vivo
Tal aquele que enaltece
A mórbida apresentação
Sol que bate, resplandece
Por um instante, quase acredito
O que era riso, agora é grito
É cena, é deboche
Do palhaço, do fantoche
Que envelhece, vive
Ou não vive, mas sorri
Ou grita, ou se exalta.
6.26.2011
Meu bem, de agora até sei lá quando, será tão fácil. Eu te amo, é só, não creio que isso vá mudar. Somos amigos, sim, somos, ou não? Sei lá o que somos. Você é única, certamente e devo dizer, eterna. Embora isso me deixe deveras triste, eu sei que vou ficar bem. Afinal, você ainda está comigo, eu sei, não literalmente, que droga, mas enfim, está. Obrigado por estancar algumas lágrimas e desencadear outras tantas, mas essas, essas sim, eu chorei com muito prazer. Fronteiras e mais fronteiras me separam daquela que eu inexoravelmente amei, perdoe o erro, ainda amo. Não se surpreenda se essa vida tão irônica nos colocar diante um do outro. Porque você partiu coração e mesmo assim eu o daria de volta.
6.17.2011
Clock.
Pássaros cantam desafinados
Uma canção pra relembrar
Dos diamantes que em seus olhos
Escondem toda a riqueza
Desejo maior não há
Que o meu de te encontrar
Linda, aos meus olhos
Mais que você não haverá
Se meu amor fosse um relógio
Você seria o meio-dia
Seu amor desliza sobre mim
Assim como as nuvem deslizam sobre o céu
A saudade me distrai
Minha memória incessante
Teima em seus traços recordar
Aprecio essa paisagem torta
Enquanto me perco silenciosamente
Em seu sorriso que é meu mar
Se meu amor fosse um relógio
Você seria a meia-noite
Flerto a lua tão brilhante
Tão longe a me inspirar
Longe também está você
Linda até mais que o luar
Guardo suas palavras
Como tesouro no fundo do mar
Teu amor que me preenche
Me eleva a desdenhar
O mundo que fica a me importunar
Então somente fico
Sonhando fico a te ansiar
Se meu amor fosse um relógio
Você seria todas as horas.
Uma canção pra relembrar
Dos diamantes que em seus olhos
Escondem toda a riqueza
Desejo maior não há
Que o meu de te encontrar
Linda, aos meus olhos
Mais que você não haverá
Se meu amor fosse um relógio
Você seria o meio-dia
Seu amor desliza sobre mim
Assim como as nuvem deslizam sobre o céu
A saudade me distrai
Minha memória incessante
Teima em seus traços recordar
Aprecio essa paisagem torta
Enquanto me perco silenciosamente
Em seu sorriso que é meu mar
Se meu amor fosse um relógio
Você seria a meia-noite
Flerto a lua tão brilhante
Tão longe a me inspirar
Longe também está você
Linda até mais que o luar
Guardo suas palavras
Como tesouro no fundo do mar
Teu amor que me preenche
Me eleva a desdenhar
O mundo que fica a me importunar
Então somente fico
Sonhando fico a te ansiar
Se meu amor fosse um relógio
Você seria todas as horas.
5.29.2011
Estamos todos aqui, para que não se sabe
Pixem os muros das catedrais
O firmamento irá nos engolir
Mortos, vivendo uma sobrevivência
E do que vale esse pranto?
Uma nuvem de nicotina entrelaça o céu
Cães nas calçadas proclamam que
As melhores coisas são as mais obsoletas
E a redundância é desgastante
Portanto, escolha sua melhor prece
O fim aproxima-se de suas orelhas
Beba seus drinques e fume seus cigarros
Lembre das canções antigas
Tempos em que tínhamos ambições
Faça sua casa na cidade que mais gosta
A vida é sem avisos, além do mais
Tem algo que eu queria lhe contar.
Pixem os muros das catedrais
O firmamento irá nos engolir
Mortos, vivendo uma sobrevivência
E do que vale esse pranto?
Uma nuvem de nicotina entrelaça o céu
Cães nas calçadas proclamam que
As melhores coisas são as mais obsoletas
E a redundância é desgastante
Portanto, escolha sua melhor prece
O fim aproxima-se de suas orelhas
Beba seus drinques e fume seus cigarros
Lembre das canções antigas
Tempos em que tínhamos ambições
Faça sua casa na cidade que mais gosta
A vida é sem avisos, além do mais
Tem algo que eu queria lhe contar.
5.16.2011
Em algum lugar do espaço-tempo.
O que eu estou fazendo comigo mesmo? Eu não sou de pedir desculpas, mas já perdi a conta de quantas vezes eu me arrependi. Eu queria tanto poder ouvir sua voz. Você me disse uma vez que eu nunca te daria todo o meu amor em vão, mas agora eu tenho tanto medo de te perder. Eu encho minha mente de perguntas, um bocado delas envolve você. Me diga como você se sente. Porque você deveria se sentir amada. Eu queria simplesmente deixar isso acontecer, e isso deveria ser bem mais fácil. Agora eu pago por ser paranoico, eu pago por ser louco, eu pago por precisar de você. Fora de mim existe um mundo, mas eu me recusarei a viver nele. Hoje eu sei, guardo menos rancor, dou mais valor a coisas verdadeiras. Nada me distancia de você e eu adoro isso. Eu fico meio disléxico, meio inconsciente. Não quero que chore por mim, é difícil dizer isso porque eu já chorei por você. Eu deslizo no seu amor, é uma paz rara que eu encontro em você. Eu te peço que sonhe, eu te peço que te acredite.
Faz tempo...
Quando eu era moleque...
Andava e caía de bicicleta
Bri(ncava)gava com meu irmão
Me divertia falando em frente ao ventilador
Minha mãe dizia: Cerveja é refrigerante de adulto
"Morango do Nordeste" tocava na rádio direto
Pedia benção aos meus pais
Eu queria ser policial
Gostava de ir pra casa dos meus avós
Bolacha recheado só de morango, chocolate nem pensar
Ficava feliz ao ganhar confeito.
Andava e caía de bicicleta
Bri(ncava)gava com meu irmão
Me divertia falando em frente ao ventilador
Minha mãe dizia: Cerveja é refrigerante de adulto
"Morango do Nordeste" tocava na rádio direto
Pedia benção aos meus pais
Eu queria ser policial
Gostava de ir pra casa dos meus avós
Bolacha recheado só de morango, chocolate nem pensar
Ficava feliz ao ganhar confeito.
Acostumado.
Já estou acostumado com esses rostos cinza, com essa vida preta em branca, com esse cotidiano tão "basic", com essas expressões amadeiradas, com esses sentimentos mórbidos, com essa superficialidade implícita, com essas flores sem cor, com esses papéis rabiscados, com esses gestos ingratos, com essa inquietação inquietante, com esses excessos patéticos, com esse preconceito enrustido, com essas meias-palavras, com essas mentiras maquiadas de verdade, com essa vergonha explícita, com essa moral auto-depreciativa, com essa justiça encaixotada, com esses blocos sociais, com essa cabeça pesada e esse aperto no coração. Com esse sistema fechado.
5.15.2011
Tudo volta para como era antes. Você não pode sentir se não vê, você não pode ver se não se entregar. Agora eu não sei se devo. Um olhar pode dizer tudo, mas eu não tenho ideia do que você quer dizer. Eu sinto falta apenas do que me faz bem. Desça do seu universo paralelo e verá como a verdade pode ser provocante. Estou perdido dentro de mim mesmo. Você nunca chegaria perto de compreender. O que me resta? Esta vontade infindável de partir pra outro plano.
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