7.08.2011

Ao contínuo teatro do cotidiano.

Lá fora, essas vidas
São apenas vozes
Vozes que lamentam
Sua ociosa existência
Implicam em minha mente
Que observo, descrente
Dente rangendo no dente
Devo mesmo ser demente

Risos e sorrisos
Em lares frios, corações frios
Uma grande irrelevância
Diante de tanta semelhança
Como que em meio artístico
Uma comédia, ao olho vivo
Tal aquele que enaltece
A mórbida apresentação

Sol que bate, resplandece
Por um instante, quase acredito
O que era riso, agora é grito
É cena, é deboche
Do palhaço, do fantoche
Que envelhece, vive
Ou não vive, mas sorri
Ou grita, ou se exalta.