9.10.2011

Recortes de poemas.

Bebo uma xícara mais desse veneno
Debruço-me em meu mundo pequeno
Todo o controle que eu achei que tinha
De mim partiu sem avisos
As curvas que irão se contrapor
Ou não, se não, ainda assim
Insiste em permanecer livre
Esse meu náufrago sentimento

Imerso, lá estava eu
Com um nó no coração
Preso aquele detalhe minimalista
Atado naquela insegurança
Com um olhar fixo
Eu quase engasguei na vontade
Se passará, antes de findar saberei

Meio amargo esse mel
Com gosto de saudade
Nuvens cinza num tom pastel
Carregadas com meu rancor
Porque irá passar
Todo esse pequeno deslize
De um todo irônico
Ofuscando-nos com vigor