Revólver na mão
Reaver a nação?
Rever a solução?
[Ra-tá-tá, na multidão.
8.26.2013
8.25.2013
8.20.2013
Mundos muito mais que distantes.
Esta miséria secular não me faz perder o sono
Ao mundo pertenço, sou nele um gnomo
Perdido no labirinto de desalento e desleixo
Sou também desleixado, pra falar sou suspeito
Procuro saída, mas haverá saída? Saída pra onde?
E se houver, quem ousaria saltar pra fora do mundo?
Que queres do mundo homem?
Que lhe faça cafunés?
Que lhe beije os pés?
Que lhe sirva acarajés?
Nada disto terá, terá se muito o mar
Um emprego razoável, uma vida razoável
O mundo cabe em ti homem, cabe a ti
Cabe a tua mulher, cabe a teus filhos
Teu mundo é tua mulher, teu mundo são teus filhos
Os filhos são o mundo que você colocou no mundo
O mundo são flores murchas
E as flores não deixam de existir só por estarem murchas.
O miolo
A linha que divide
50/50
O ponto que se situa no
meio
E no meio pertence
Metamorfose completa?
Entre
o bem e o mal
Existe
o senso de humanidade
Entre
o céu e o inferno
Um
lugar para os de mente livre
E
os loucos de coração
Os
cosmopolitas e visionários
Entre a lembrança e o futuro
Uma
textura não lavrada
Entre
o cão e gato
O instinto
de brincar
Entre a folha seca e o chão
A inexorável queda
Entre
a obscenidade e a pureza
Existe
o amor
Entre
a morbidez e o efêmero
Existe
a dose certa
Entre
um verso e outro
Existe
um interlúdio que ecoa.
8.18.2013
E.A.D.M.
Quando será que vou passar dessa fase de
passar de fase? Já sou o que sou ou ainda existem partes de mim perdidas em
algum lugar do espaço-tempo? Sou aquilo que quero ser ou quero ser algo que não
sou? Essa personalidade é algo que sempre esteve comigo e jamais se alterou ou
é uma variante que pode mudar a qualquer instante? O ideal é ter uma opinião
formada sobre tudo ou viver em plena metamorfose é mais cabível? Se isso é um
sonho, parece real, mas se isso é real, tem um caráter surreal. Não sei quantos
discos mais terei que ouvir, quantos livros mais terei que ler, para me tornar,
veja só, um indivíduo globalizado, cosmopolita e de características bem
definidas. De quantas crises existenciais um cidadão moderno precisa pra
finalmente se situar no mundo? Afinal, é tudo uma questão de aceitação,
enquanto alguns vivem para serem aceitos em um determinado grupo, existem os
libertinos que tentam aceitar a si mesmos, no ímpeto do seu espírito
devastador. O que digo é que se cometo um crime hoje, amanhã acusem outro, o eu
de amanhã jamais o cometeria, eu poderia estar orando pelo dia de amanhã agora
mesmo e acordar amanhã sem o menor saco pra Deus. Algumas pessoas não conseguem
aceitar a mudança, eu fico feliz por tê-la comigo quase sempre, falo da minha é
claro, ora pois, aceitar a mudança alheia é muito mais difícil, ter que
redecorar informações do banco de dados em nossa cabeças, com novas informações
sobre uma ou outra pessoa, é chato, pra falar a verdade. Não é nada fácil
manter a mente livre de preconceitos ou estigmas. Nada incomum, nós sempre
apontamos o erro dos outros na primeira oportunidade, parece bobagem, até banal
às vezes, uma bobagem necessária, autoafirmação às vezes exige isso, mas não
creio que seja fraqueza, bom senso parece mais adequado. Mas se é pra ser sincero,
tem que começar por si mesmo, narcisismo é diferente de falar a verdade, se
alguém decifra tão bem os defeitos alheios, este deve se sentir o mais
defeituoso dos seres, por conhecer tão profundamente do assunto. Mas será que
ter defeitos é algo ruim? Realmente não acho, é o que dizem, defeitos são o
ponto de partida pra melhora, ou em um caso específico de loucura pode ser
apenas uma qualidade desmistificada. Pois é, minha cara consciência, fique feliz
por ainda ser respeitada mesmo diante de tantas mudanças dentro desse mundo
cada vez mais esquizofrênico e dentro da minha, digo, nossa mente em seu estado
humano, por natureza e excelência, doente.
8.17.2013
E assim disse.
Sou buquê de flores num buraco negro Sou piegas preso num antiquário
Sou a anarquia burlesca, o canto desvairado
Sou o peito cheio na praça vazia
Sou o gato, o gatuno, o gatilho
Sou o calar da noite num sussurro vazio
Sou o macabro desejo de profanar
No empilhado das coisas vida
Amor, que é isto? Pedra fundamental?
No resultante do que sou
Sou o macabro desejo de profanar
Esse mundo de Deus, a Deus dará
Sou impala, poesia marginal
Sou nonsense, o artista circense
Sou o cansaço da longa viagem
Sou extensão ínfima da natureza
Sou nonsense, o artista circense
Sou o cansaço da longa viagem
Sou extensão ínfima da natureza
No empilhado das coisas vida
Amor, que é isto? Pedra fundamental?
No resultante do que sou
Sou tudo menos tudo, sou zero.
8.13.2013
Eu não sou um beatle.
Eu não sou um beatle
Eu não sou um beatle
Escute só o que eu repito
Eu não sou um beatle
Eu reparei só hoje cedo
Quando sem querer eu me olhei no espelho
E descobri
Que eu...não sou...um beatle
Quão grande foi a minha decepção
Quase caiu do peito o meu pobre coração
I'm not a beatle
My arms are not of a beatle's arms
My legs are not of a beatle's legs
My heart are not of a beatle's heart
No girl wanna hold my hand
And I can't sing yeah, yeah, yeah
Eu não sou um beatle
Não sou fenômeno midiático
Pudera, sou um lunático
Sou qualquer coisa, mas eu...
Eu só não sou um beatle
Eu não sou um beatle
Não sou Lennon, nem Macca
Não sou Starr, nem sou estrela
Não sou Harrison e nem sou Clooney
Se hoje mesmo eu morresse
Eu morreria sabendo
E pereceria dizendo
Que eu não sou um beatle.
Eu não sou um beatle
Escute só o que eu repito
Eu não sou um beatle
Eu reparei só hoje cedo
Quando sem querer eu me olhei no espelho
E descobri
Que eu...não sou...um beatle
Quão grande foi a minha decepção
Quase caiu do peito o meu pobre coração
I'm not a beatle
My arms are not of a beatle's arms
My legs are not of a beatle's legs
My heart are not of a beatle's heart
No girl wanna hold my hand
And I can't sing yeah, yeah, yeah
Eu não sou um beatle
Não sou fenômeno midiático
Pudera, sou um lunático
Sou qualquer coisa, mas eu...
Eu só não sou um beatle
Eu não sou um beatle
Não sou Lennon, nem Macca
Não sou Starr, nem sou estrela
Não sou Harrison e nem sou Clooney
Se hoje mesmo eu morresse
Eu morreria sabendo
E pereceria dizendo
Que eu não sou um beatle.
Prólogo.
Fernando disse a uma pessoa
Algumas horas antes da última das mortes
Daqui 59 anos nascerá a minha prole
Um gajo brasileiro, de nome bíblico
Quem viver testemunhará tal fato.
Algumas horas antes da última das mortes
Daqui 59 anos nascerá a minha prole
Um gajo brasileiro, de nome bíblico
Quem viver testemunhará tal fato.
Infortúnios cotidianos.
Palpito
em silêncio sobre o que se passa
Na
cabeça desses seres andantes a minha volta
[Pensantes?
Sou
sim um paranoico cheio de dúvidas
E
sentimentos tão supérfluos no peito
A
quererem saltar para o inferno da realidade
Escuto discussões
acidentalmente, desnecessárias
Obsoletos
são os diálogos em meio a multidão
A
redundância desgasta o meu cérebro
Não
consigo fazer mais nenhuma prece
Irá
a nós o firmamento engolir finalmente?
Instiga-me
tanto essa igualdade em todos
De
agirem, mentirem e caminharem calados
Por
uma linha, para um objetivo tão pequeno
Para
a morte, atraídos pelo movimento retilíneo
De
suas vidas uniformemente conformadas
Escuto
uma canção que soa como um escárnio
Decadente
melancolia, é tão frustrante!
Crianças
choram ao cair da noite
Desilusões
metropolitanas tão surrealistas
Sonhos
dilacerados, destinos amaldiçoados
Dorme
a cidade, dorme também a vaidade
O
barulho se vai e posso descansar meus devaneios
Apesar
do desejo de ficar sempre acordado
Pelas
ruas, a clandestinidade mantém a noite viva
E
amanhã tudo será enfadonhamente igual.
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