8.13.2013

Infortúnios cotidianos.

Palpito em silêncio sobre o que se passa
Na cabeça desses seres andantes a minha volta
                                                           [Pensantes?
Sou sim um paranoico cheio de dúvidas
E sentimentos tão supérfluos no peito
A quererem saltar para o inferno da realidade

Escuto discussões acidentalmente, desnecessárias
Obsoletos são os diálogos em meio a multidão
A redundância desgasta o meu cérebro
Não consigo fazer mais nenhuma prece
Irá a nós o firmamento engolir finalmente?

Instiga-me tanto essa igualdade em todos
De agirem, mentirem e caminharem calados
Por uma linha, para um objetivo tão pequeno
Para a morte, atraídos pelo movimento retilíneo
De suas vidas uniformemente conformadas

Escuto uma canção que soa como um escárnio
Decadente melancolia, é tão frustrante!
Crianças choram ao cair da noite
Desilusões metropolitanas tão surrealistas
Sonhos dilacerados, destinos amaldiçoados

Dorme a cidade, dorme também a vaidade
O barulho se vai e posso descansar meus devaneios
Apesar do desejo de ficar sempre acordado
Pelas ruas, a clandestinidade mantém a noite viva
E amanhã tudo será enfadonhamente igual.

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